sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Quem tramou Jericho?

São muitas as noites em que caio no sono a ver parte ou um episódio de uma série. Os livros ficaram para os dias e encontrei nas séries aquele embalo perfeito, que não me faz massacrar no escuro os assuntos do dia-a-dia e me envolve numa história que alimenta o meu caminho até ao son(h)o. Foi este gosto que me permitiu descobrir trabalhos tão importantes como Sete Palmos de Terra (a série das séries), Sopranos (obra-prima), Lost (métrica-prima) ou Angels in America. E olhem que dou uma oportunidade até às «Veronicas Mars».
Recentemente embalei em
Jericho e experienciei algo que me desagradou imenso: uma série inacabada. Ficou a pergunta: porque é que uma história tão bem alicerçada foi morta antes de ser construída. Afinal, quem tramou Jericho?



A série com nome de pequena cidade no Kansas, cria um cenário apocalíptico desde o primeiro episódio: os Estados Unidos da América sofreram atentados terroristas em vários pontos da nação e nada será como antes.
É com o visionamento de um cogumelo de fumo no horizonte, imagem que só pode ser associada à bomba atómica, que percebemos que aquele foi talvez o único dia normal na vida dos habitantes da cidade que acabamos de conhecer. O dia em que Jake (Skeet Ulrich) faz uma curta visita à família e a Jericho, depois de cinco anos de ausência, e que o prende para sempre ao passado e à cidade que pretendia voltar a abandonar. A missão para os episódios seguintes é descobrir tudo o resto.

Enquanto decorria a primeira temporada, os habitantes de Jericho tentavam proteger a cidade e manter uma democracia que se tornava quase impossível em situação de caos. Ainda decorria a primeira temporada e Jericho, a série da
CBS, travava um show de sobrevivência também fora do ecrã contra a baixa audiência, que começou nos 11 milhões e terminou com 6 milhões de espectadores.

Enquanto os habitantes de Jericho se (re)uniam para travar batalhas com a cidade vizinha, New Bern, contra a desconfiança e a favor dos bons princípios, que dificilmente resistem num cenário onde vão desaparecendo os bens primários e dão lugar à fome e ao desespero. Os fãs de Jericho mobilizados pelo animador do programa de rádio
Blogtalkradio.com, Shaun Daily, começaram uma batalha conta a CBS, invadindo o estúdio com cerca de 40 mil…amendoins.

Peanuts porquê?

Inspirados por Jake, personagem principal, que no final da primeira série, quando a vizinha New Bern pede a Jericho que se renda, recusa o pedido com a palavra «nuts» (a mesma resposta que o general americano Anthony McAuliffe deu aos alemães na batalha de Bastogne, na segunda Guerra Mundial). Uma história recordada entre amigos e familiares de Jake, batizada como a «história dos (pea)nuts» e que inspirou um momento de revolução dentro e fora da série.Um protesto que começou de forma inocente mas que, de tão bem organizado, mexeu com os estúdios da CBS de tal forma que foi anunciada a encomenda da segunda série. A vitória dos fãs de Jericho, desvaneceu quando perceberam que a segunda série tinha apenas sete episódios, um amendoim
 envenenado.

Os produtores que tentaram salvar a cidade na primeira série, tiveram que salvar uma nação em sete episódios, deixando tudo em aberto para caso mais uma revolução voltasse a acontecer fora dos ecrãs. Uma tarefa ingrata mas bem conseguida. Para a produtora executiva Carol Barbee, a «revolução dos fãs» só pode ser um ponto alto da sua carreira.
Depois de inúmeras batalhas travadas pelos habitantes de Jericho com meios mais que escassos, da morte abrupta de personagens queridas, de descobrirmos que o mau era «o bom da fita» e de ficarmos com os olhos em ferida por confirmar que a guerra justifica até os nossos instintos mais primários, a vingança sem limites, e só deixa de pé o valor dos valores, o amor incondicional. Jericho cai por terra fora do ecrã, dando-nos a certeza que desde aquele cogumelo de fumo a vida nunca mais foi fácil para a pequena cidade do Kansas. Soube a pouco. Há rumores de que a série vai ser vendida a um canal por cabo que possa aguentar «essas pequenas audiências»…

No início de 2008 foi erguido na entrada de Chicago uma cartaz que diz: «Jericho à venda: 6 milhões de órfãos». New fan attack? Nunca tive dúvidas que a ficção é uma óptima forma de inspirar a realidade.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

14:33 a.m.



Na era em que os stocks não ficam mais nos armazens, a Música no Coração vai transformar «a Avenida de Lisboa» num verdadeiro «out and let» de bandas: directamente dos armazéns de ensaios espalhados pelo mundo para as salas da «Liberdade». O mapa está traçado: Cabaret Maxime, Teatro Variedades Parque Mayer, São Jorge e Teatro Tivoli. Um festival de Inverno onde a manta são as emoções e a lareira acende-se em cima do palco. O meu circuito está traçado. Hoje: Ladyhawke, Santogol e El Perro del Mar. Amanhã é dia de Likke Li, The Walkmen e, se o cansaço não for muito volto a aplaudir duas semanas depois os X-Wife. Tchim! Tchim!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eles andam aí



Um vídeo de Bruno Canas e Carlos Godinho.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

This is... Berlin



Tive a sorte de ir em trabalho a uma das cidades que estava no «Top 10» dos próximos destinos que desejava visitar. Os balões coloridos e os cocktails bicolor de um puro invento da Disney, só poderiam estar dentro de uma sala de hotel, para não ofuscar a calma, a paz cinzenta e o silêncio das ruas da «cidade-erguida-do-destroço». Tinha grandes expectativas em relação a Berlim, senti-me bem. Há um cheiro a progresso e modernidade discretos, e uma cor cinzenta que não tem propriamente que ser triste. Corrigi essa minha ideia. Fiquei com vontade de voltar. Berlim não quer, de todo, apagar as marcas da História mas sim mostrar que seguiu em frente!

domingo, 16 de novembro de 2008

Quem tem medo de clichés?


Não há filme que não assente bem nas ruas de Paris. Não há personagens jovens, atraentes e irreverentes que não encaixem bem nos corpos mais que perfeitos de Louis Garrel, Michael Pitt e Eva Green. Juntamos aos lugares o tempo e temos «The Dreamers», o filme de Bernardo Bertolucci que encarrila num «h» maiúsculo e num minúsculo de história. Maio de 68 e a vivência de dois irmãos parisienses (Louis Garrel e Eva Green) e um amigo americano (Michael Pitt). A história que ora sai para as ruas, ora entra numa bolha de sabão: a casa dos pais de Théo e Isabele, que foram de férias e os deixaram entregues a todas as revoluções que estavam a acontecer nas suas vidas.
«Os miúdos de hoje, que tomam a sua liberdade como certa, não sabem que muito disso foi conquistado em 68». Bernardo Bertolucci
Ontem, tive o prazer de ir ao Estoril Film Festival ver a projecção de «The Dreamers» de Bernardo Bertolucci, antecedido por uma contextualização caricata de Louis Garrel e Michael Pitt.
«I love this film, it can hurt your career but i don’t care». Michael Pitt. Eu gostei deste filme, está cheio de clichés mas poderá o imaginário francês ser trazido à tela sem cigarros vermelhos? Afinal a palavra cliché é francesa e Paris arrepia-me!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Realizadores em revista

«Spike Lee: I think you love music more than cinema.


Martin Scorcese: [laughs] I think so. Music is the purest form, don’t you think?


Spike Lee: Would you agree with me that musicians are the greatest artists?


Martin Scorcese: Yeah, they’re the purest and the greatest. I mean, music totally comes from your soul. I just remember growing up with guitar music and jazz.
I would play these 78s that my father had in the ‘40s, and all these images came to mind. That’s the way I’ve always worked—listening to music and getting pictures from the music.»

in Interview

P.S.-«SL: Would you do the New York version of Roma?


MS: [laughs] It’s not a bad idea. I think I’ve been trying to do it, from Mean Streets [1973] and Taxi Driver [1976] to Raging Bull and Gangs of New York . . . The thing about it is, I’m obsessed with this city. I just find it so remarkable. You really treasure this city when you go to different countries and you see that there is no mix. When you get back to the city, it’s such an exciting place. New Yorkers, we walk in the street, we talk to ourselves. But the issue is the energy, the excitement, and the different ethnic groups all mixed together. We’re spoiled being here.»

[É ao folhear a publicação criada por Andy Warhol que encontro momentos tão saborosos como este e como o café que sopra o aroma do Domingo de manhã, numa esplanada, banhada de um sol que já só (a)parece como uma recompensa da semana de trabalho. Tão em Lisboa. Completamente em Nova Iorque. Não há revista com tanto cheiro a grande maça.]

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Anthony wears Prada



Quando as artes se unem, encontramos músicos como o Anthony que compôs notas para os tecidos sóbrios de Miuccia Prada. Peças únicas por pequenos e brilhantes pormenores. Combinam na perfeição!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

11:38 a.m.

"O estilo de Londres é ecléctico. Acho que deve ter a ver com o tempo. Obriga as pessoas a serem criativas. Quando está cinzento e desagradável é divertido vestires-te para te animares um bocado".
Alexa Chung, in ELLE inglesa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Vem Brincar!!!


Feist - 1 2 3 4 (letra adaptada à série)

A Feist aprendeu como se vai... :)
O vídeo original deve ter sido um bom começo.


Feist - 1 2 3 4

Jacobs.Interview.Warhol



Fiquei deliciada ao ver a capa da Interview do mês passado. A criação revisitou o mestre Andy Warhol na pele de um dos maiores criativos dos nossos tempos Marc Jacobs. Uma fórmula muito bem calculada para celebrar o 80º aniversário da 'revista [ainda] fora do seu tempo'.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

domingo, 20 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Apresento-a



Bat for Lashes - Whats a girl to do

Fez a primeira parte do concerto de Radiohead, em Dublin. Trouxe-a também comigo.

domingo, 11 de maio de 2008

1:16 a.m.

"The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes".
Jack Kerouac

quinta-feira, 8 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Partículas de pontualidade britânica

Abadia de Westminster
Nova Londres vista da Tower Bridge
"A" livraria - Nothing Hill
Camden Town
Picadilly Circus

Porque Londres existe...

... existe hoje uma Barcelona, uma Berlim ou uma Paris cosmopolita.

Saímos dos jardins de Buckingam, habitados por esquilos escoceses e patos franceses e fomos até Oxford Street, onde entrei num supermercado e comprei batatas fritas japonesas. Passei por Picadilly Circus, onde um paquistanês me entregou um dos muitos gratuitos que se distribuem diariamente na cidade. Atravessei China Town, onde fui calcada por uma senhora gentil que imediatamente me pediu "perdona" e caminhei parar a Garden State onde bebi uma cerveja holandesa, entre amigos italianos, até a noite chegar.
Londres nunca mais será só e dos ingleses. Gosto disso :)

domingo, 6 de abril de 2008

17:51

-Estou a ler o Admirável Mundo Novo. Tu conseguíste perceber aquilo no 10º ano. É uma utopia muito à frente.
- Eu via o Star Trek Next generation no 7º. Aquilo são amendoins em comparação com o Star Trek.