quarta-feira, 15 de abril de 2009
a Brasileira, Braga
sábado, 21 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
A poesia de LOST





quinta-feira, 4 de setembro de 2008
11:38 a.m.
Alexa Chung, in ELLE inglesa.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Apresento-a
Bat for Lashes - Whats a girl to do
Fez a primeira parte do concerto de Radiohead, em Dublin. Trouxe-a também comigo.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Porque Londres existe...
Saímos dos jardins de Buckingam, habitados por esquilos escoceses e patos franceses e fomos até Oxford Street, onde entrei num supermercado e comprei batatas fritas japonesas. Passei por Picadilly Circus, onde um paquistanês me entregou um dos muitos gratuitos que se distribuem diariamente na cidade. Atravessei China Town, onde fui calcada por uma senhora gentil que imediatamente me pediu "perdona" e caminhei parar a Garden State onde bebi uma cerveja holandesa, entre amigos italianos, até a noite chegar.
Londres nunca mais será só e dos ingleses. Gosto disso :)
sábado, 8 de março de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
1:18 a.m.

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio - Cântico Negro.
domingo, 18 de novembro de 2007
A quinta frase completa na página 161 de um livro

Gosto de acordar tarde ao Domingo e sem pressas abrir a janela que hoje trouxe frio e me fez rejubilar ao perceber que podia ficar quanto tempo quisesse debaixo das flores do edredão. Sem nunca pensar se se tratam de restos repetidos, abri o portátil, como se este dia da semana me desse a oportunidade de ter a janela em que espreitamos o mundo ao colo.
Hoje cansei-me depressa disso tudo. Percorri a casa a abrir janelas e portas. Fiz mil e duas coisas em pouco tempo. Precisava de algo mais. Preciso de algo mais. Apesar de tudo, o Domingo é aquele dia que nos deixa irrequietos por sermos donos do nosso tempo. Ser dono do tempo não é tarefa fácil para quem gosta do quente do edredão. E os meus últimos dias têm sido todos Domingo.
Percorrendo os cantinhos dos amigos, sejam eles quais e quem forem, vi que a menina Filipa nem longe deixa de ser uma boa agita Domingos. Sempre achei que tal como eu, com arte e manhas tenta sempre chegar ao fim dos ‘dias sem tempo marcado’ com a sensação de que lhes espremeu o sumo. [Ainda são três da tarde e as minhas mãos já cheiram a laranja]. Está em Braga e já que não me pode desafiar a irmos até ao sol, aos jardins, às ruas e às esplanadas 'esplanar' (diga-se Adamastor), fez-me um en garde de letras e de longe.
1ª - Pegar num livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª - Abrir na página 161;
3ª - Procurar a 5ª frase completa;
4ª - Postar essa frase no seu blog;
5ª - Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro;
6ª - Repassar para outros 5 blogs;
O livro m
ais próximo, é este. Na página
“Quando fazia frio, as superfícies caneladas enchiam-se de água quente através de um mecanismo útil e engenhoso; mas durante quanto tempo a sociedade ocidental iria conseguir aguentar sem uma religião qualquer?”
Confirmo outra vez se é mesmo esta a quinta frase completa. Nunca achei muita piada a fazer batota, de verdade.
Achei, ainda, mais giro o que isto tudo fez lembrar a tua mãe. Um jogo que também me regalou barrigadas de riso em muitas noites, anos atrás. Juntei à minha a frase das três meninas que jogaram antes de mim.
O jogo ficou MUITO mais divertido. Afinal não é todos os dias que juntamos a quinta frase da página 161 do livro O jornalismo em Análise de Mário Mesquita, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde e As Partículas Elementares de Michel Houellebecq. Em suma, a quinta frase da página 161 do livro que a Eduarda, a Carolina, a Filipa e a Inês tinham mais à mão naquele momento. E a partir daqui poderia redigir uma grande dissertação. Mas é Domingo.
P.S.- Ah! Bato a minha mão em corrida de estafeta a Derivas de um barco Ébrio, Meia de Leite, Crocodilo, O Cubo e Rosette Hostel.
P.S.2- E já agora se quiserem juntar as as três frases dos que jogaram até que o jogo chegasse a vocês...
domingo, 4 de novembro de 2007
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.Fernando Pessoa
sábado, 18 de agosto de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
2:59 a.m.
"Dear Leonard...
to look life in the face,
always... to look life in the face...
and to know it... for what it is...
at last to know it...
to love it... for what it is...
and then...
to put it away.
Leonard...
always the years between us
always the years...
always the love...
always the hours..."
in The Hours screenplay
Mais uma noite em que não resisti a ler o filme, a ver o livro.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
Vislumbres: do engraçado
Deixei o carrossel dos bairros dos candeeiros, das entrelinhas, da calçada, das subidas e da subida que percorri até a um patamar mais acima, até a um novo limiar de mim.Sequência: meter as coisas na caixa com asa e partir, chegar, tirar as coisas da caixa com asa, partir. Não é fácil. É como dançar valsa, precisamos é de ganhar balanço no corpo e 123…1..123…1(…).
Chegar, só, com a caixa? A caixa procura afecto e o afecto magia.
Partida: A menina e moça traz-me o melhor que reuniu entre as suas colinas e num recreio simples, claro e afectuoso leva-me até cada um dos habitantes da terra dos sonhos, de uma forma tão limpa.
Ás vezes deixo-me de perplexidades: há um tipo de qualquer coisa nos quatro elementos que faz com que estas coisas aconteçam, não há? Há não há? Há.
ººº Lista de recados da minha ausência ººº
* Um doce-beijo-à-doce-menina que me deu a mão quando chegávamos a medo.
* Um xi-coração à revelação que apareceu em passos mansinhos e se prepara para ser tanto.
* Miminhos para a pequenita, sorridente e iluminada que aturava todos os meus ataques de insanidade cerebral no Nº13.
* Um beijo na mão ao menino senhor que felizmente se acercou tarde em vez de nunca, que chegou e disse, que aguentou a minha água mole na sua pedra mais ou menos dura e não furou: o meu querido J.C. disfarçado de Clark Kent.
* Um xi e um muah à iluminada: menina do viver o dia-a-dia, companheirinha de festa, esplanada e tudo que é energia.
* Um sorriso a esta linda e cintilante surpresa com ar de rebuçado mesmo agora no fim do início.
* Uma vénia, uma flor e um poema para esta “halface”. Para a pequena bailarina. Pelos momentos em que gatinhamos as duas quase sem conhecer os recantos da cidade. Pelos mesmos gostos. Pelo mesmo sol. Pelos sorrisos. Pelo sonho e pela loucura. Pela simplicidade e autenticidade. Pelas coisas simples.
Para todos e por todos, por tudo que há-de vir.
* Ainda esperamos o Lucas que foi na excursão?
* Deixo-vos uma Carla, uma Rute, um Stephane e um Flávio no frigorífico.
* Levem o meu lixo à reciclagem que me esqueci;
* Mantenham o quarto arrumado!
* Não deixem o espírito do J.Palma morrer.
* Deixo flores que caem das varandas em que passam. Deixo pedacinhos de sorrisos de mim pintados nas paredes. Deixo a saudade. Deixo a memória do que não imaginei que pudesse desde cedo ser assim. Que Lisboa pudesse ser logo assim. Sem vocês não poderia ter sido logo assim.
As nossas vozes que cantam ainda ecoam pela cidade
das pedras que ainda mexem com a nossa dança.
As palavras das conversas trocadas que empurram a tinta das paredes.
O quanto soubemos ser felizes não posso esquecer.
To be continued… ;)
"E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco"
Sérgio Godinho
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Assim traduzia a sua a dor a minha pequena Ottávia que perdeu a sua amiguinha de pelo branco para o céu. Hoje vai nascer mais uma estrela.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Já não amarroto os papeis e deito fora. Há gente que acredita que escrever ensaios a lápis é uma coisa muito séria. Séria: porque sai do coração e merece chegar aos olhos de quem procura o outro lado da coisa. Não séria chata.O coração escreve a lápis.
As coisas podem ser feitas em melopeias e recreios sem esquecer o essencial (o que para nós foi, claro). E se o mais importante da música for a partitura que se parta dela sem medo. Se a tela nos deu para as mãos uma leitura para a vida, que a saibam vocês também. Oiçam o que nos soube bem ver, vejam também o que nos soube mal. Acredito em traçados que sentem assim. E estou feliz por rabiscar ao lado destes grandes brincadores – a sério.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Porque somos o melhor do mundo
Dez horas da manha e o despertador doce que diz que não posso mais repousar nos braços…Oh não! Nos meus braços! Humpf, adormeci mesmo em cima do braço e, como é óbvio, dói-me (até agora).
Ok. Comecemos de novo.
Dez horas da manha e o som doce do despertador diz que não posso mais repousar, 700 crianças “esperam-me” na praça amarela, que assim como a vermelha de Moscovo, Lisboa tem.
- Bom dia, era um Táxi a crédito.
- Qual é o crédito? (ler com voz igual a da senhora que chama o funcionário à caixa central)
Sim, é de aproveitar, porque este tipo de regalias já estão quase a ser, já estão quase a: eram!
No largo caminho até à Praça do Comércio penso sobre a noite passada. O Taxista tenta explicar-me que perto do sítio onde quero ir “dizem que está uma confusãaaao”. (Yah, fixe! Está a ver essa confusão? É mesmo para lá que quero ir, se faz favor). Sou fã dos taxistas desta cidade (tirando o que no outro dia me proporcionou um belo de um acidente). Sou, fã, mas hoje não, quero pensar na noite.
-Tem mesmo a certeza que quer ir para a confusão? Olhe que não se passa.
Encho os pulmões, aperto as mãos, peço perdão antecipado aos duendes, anjos, arcanjos e fadinhas (isto foi de escrever tanto sobre a Floribella) e:
- POOOO…de parar no sítio mais perto, onde lhe dê mais jeito e não lhe cause transtorno, se faz favor.
-E como não há troco a dar. A menina sai e vai a correr.
Sorriso amarelo às pintas rosa.
- Claro. Vah, um bom dia para si.
Rua Augusta. Sol. E o barulho ao fundo, o barulho in confundível dos pequeninos.
Devaneios e esquizofrenias à parte. Tive o tão desejado sol da manhã. Tive sorrisos. Tive alegria. Aquela que só os meus semelhantes conseguem ter. Estavam ali para marchar pelo ambiente. E a minha vontade era de enfiar um boné branco. Desenhar o meu cartaz e andar ali a berrar com eles pelas ruas da baixa por um mundo melhor. Crescemos e nunca mais conseguimos berrar assim.
Caminhei na rua Augusta, pela feirinha de pequenas bancas coloridas onde estavam à venda os brinquedos usados que os pequeninos trouxeram de casa e estavam a vender para conseguir sorrisos numa instituição de solidariedade à sua escolha. Comovi-me (acto que nunca se manifesta em mim) com a sua simplicidade de fazer. O Alberto, um sereno menino, com ar de menino e olhar limpo de menino, explicou-me que estava feliz porque tinham conseguído 123,93 euros para os meninos que estavam doentes. Eu apontava no bloco. E ele perguntou se ia aparecer na televisão.
Seguiu-se a exposição dos trabalhos que tinham feito com materiais usados. Meia dúzia delas estavam perfeitas para coabitar com a minha pessoa. Claro que foram projectadas pelos mais velhos, os professores, mas estava ali o toque mágico dado por mãozinhas.
Tudo feito em "ponto pequeno" para atingir um grande objectivo: o meio ambiente. Afinal é de pequenino que se torce o destino, e o mundo.
Escrevi sobre eles, mas não podia explicar nas folhas do jornal, o que realmente foi importante naquela manhã.
Feliz Dia Mundial do Ambiente!
domingo, 3 de junho de 2007
"The older man says:- People come to New York to be forgiven. New York is a permeable place to be.
- How did you sin? - he asks the young man.
Ceth is silent.
The old man says:
- It can't be anything too bad.
Ceth has tears in his eyes and says:
-You don't know that.
Old man:
- Well, whatever it is, I'm sure you did your best. But when you grow up here, home can be very unforgiving.
He later goes on to say:
- When I was mayor, people said I sinned because I didn't do enough during the AIDS crisis. It was because I wasn't out of the closet. But I did the best I could, I was afraid. I was impermeable."
sábado, 2 de junho de 2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny









