domingo, 20 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Apresento-a



Bat for Lashes - Whats a girl to do

Fez a primeira parte do concerto de Radiohead, em Dublin. Trouxe-a também comigo.

domingo, 11 de maio de 2008

1:16 a.m.

"The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes".
Jack Kerouac

quinta-feira, 8 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Partículas de pontualidade britânica

Abadia de Westminster
Nova Londres vista da Tower Bridge
"A" livraria - Nothing Hill
Camden Town
Picadilly Circus

Porque Londres existe...

... existe hoje uma Barcelona, uma Berlim ou uma Paris cosmopolita.

Saímos dos jardins de Buckingam, habitados por esquilos escoceses e patos franceses e fomos até Oxford Street, onde entrei num supermercado e comprei batatas fritas japonesas. Passei por Picadilly Circus, onde um paquistanês me entregou um dos muitos gratuitos que se distribuem diariamente na cidade. Atravessei China Town, onde fui calcada por uma senhora gentil que imediatamente me pediu "perdona" e caminhei parar a Garden State onde bebi uma cerveja holandesa, entre amigos italianos, até a noite chegar.
Londres nunca mais será só e dos ingleses. Gosto disso :)

domingo, 6 de abril de 2008

17:51

-Estou a ler o Admirável Mundo Novo. Tu conseguíste perceber aquilo no 10º ano. É uma utopia muito à frente.
- Eu via o Star Trek Next generation no 7º. Aquilo são amendoins em comparação com o Star Trek.

quinta-feira, 27 de março de 2008

New York, I Love You



MGMT - Time to pretend

1:40


















"
How can it feel, this wrong, from this moment".

terça-feira, 11 de março de 2008

Vamos repetir?

Sim, amigos, foi há um ano. Lisboa frágil de música, poesia e a primavera.
360º - desta vez, nú feminino.
Vamos repetir?

sábado, 8 de março de 2008

2:37

" Imagens que sabem descobrir, tão bem, o caminho do coração".
Michel Houellebecq

segunda-feira, 3 de março de 2008

Juno: “ Um rabisco que não pode ser desfeito”

Incrivelmente inteligente para a sua idade e cheia de respostas perspicazes na ponta da língua. Menina de trato irónico, olhar sereno e postura descontraída. Atributos que fazem parte do tudo que (pre)enche a pequena Juno de contradições. A mais recente: um bebé aos 16 anos. “ Um rabisco que não pode ser desfeito, minha”, diz o vendedor da loja onde compra mais um dos muitos testes de gravidez ( o incrível Riann Wilson).
Nada em Juno é esperado. Nada em Juno tem 16 anos. Nada em Juno reage com o tom de uma adolescente ‘acidentalmente’ grávida que tem que abrir um espaço cada vez maior com a barriga por entre a multidão dos corredores da escola. A descontracção que põe em tudo é a mesma com que numa tarde ‘de seca’ decidiu fazer sexo pela primeira vez com o seu melhor amigo Bleeker.

Não, não estamos perante mais um filme para adolescentes – suspiramos.

Juno não recorre ao aborto, os pais reagem aparentemente bem à confissão seguida de um comunicado sobre a certeza de querer dar o filho para adopção, tem a ajuda incondicional da melhor amiga e enfrenta de forma descomplexada a sociedade que lhe crava os olhos. Uma reacção associada à figura de menina forte e, quem sabe, ao ponto a que as coisas chegaram hoje em dia, um ponto estranho para muitos mas, sobretudo, livre. “Hello, I’d like to procure a hasty abortion”. Expressões que passaram a ser chamadas de junismos.

Nunca poderemos comparar Juno a um a A Little Miss Sunshine mas sabemos que a carrinha amarela do filme com mais sumo concentrado dos últimos tempos lhe abriu portas, lhe deu este lugar nos Óscares e sobretudo nas principais salas de cinema. Sabemos que Juno e Leah são uma espécie de irmãs (bem) mais novas de Thora Birch e Scarlett Johansson, em Ghost World, que tanto trabalharam a sensibilidade do espectador para filmes “dark and funny”: filmes fixes, com miúdas muito à frente (da sua idade), com vidas carimbadas por ícones que vão dos anos 50 aos 80. Um caminho também feito por filmes como Garden State, onde os parvos são gente apaixonante e com sentimentos bonitos. Tentativas mal concretizadas por muitos dos filmes de Domingo à tarde.
Mais que a última personagem representada por Ellen Page, Juno é a nossa nova amiga. Tem 16 anos e está grávida - como milhares de outras jovens – pensamos. E quê? Ela é a primeira a não querer dar ênfase ao pânico que pode haver nisso mas sim à sorte que pode estar à espreita em tudo o resto. Apesar de tudo e por mais que Juno apareça no ecrã como uma pequena guerreira de armadura de ferro não perdemos vontade lhe dar um abraço. Afinal é uma menina, tem 16 anos, esteve grávida e decidiu dar o filho para adopção.



Porque há noites em que dizemos:
-Vamos?
E nos respondem:
-Bora! :)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

19:55

Apaguei as luzes. A cidade iluminou a casa pela janela.
O mundo apagou? Lisboa não.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em 1932, o dia das mentiras foi a 5 de Julho

Rui Mendes cruza duas histórias de Almeida Garrett no mesmo hotel, em Lisboa: Falar a verdade a mentir e O noivado do Dafunto. O rádio explode num cenário de azuis e bordoux que nos leva até aos anos 30.
Shhhhhhh!!
- Salazar foi investido no cargo de Presidente do Conselho de Ministros.
Espanto.
- Salazar promete dias de felicidade.
Interrogação.
As personagens entram em cena e tudo pára, acende-se um holofote e disparam flashes. A peça está cheia de pormenores graciosos, bem encenada, representada com garra. Destaco as representações de Elsa Galvão e João Didelet. Garrett fica bem no teatro. Traz cor, paródia e famílias.

[…e famílias com putos…
que nunca viram, não querem ou não lhes ensinaram a ver nada mais além “da” cidade.
- Mãe onde é que se fala daquela maneira? (A propósito da pronuncia portuense do personagem de Elsa Galvão)
- É lá para cima, lá para Guimarães e Vizela…
Alguém quer morangos com açúcar?]


I.R. (Importante Referir) - A personagem diz em cena que acaba de chegar do Porto…

O homem que (também) faz t-shirts
















Nuno Markl a mostrar mais uma vez o quão é genial.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

0:59 e a ver os Grammys

Já tinhas apontado o dedo ao papel, ao papel aqui ao lado. Ou porque uma outra janela ficava laranja, ou porque a janela estava aberta, ou porque não sei porquê, acabei por não ir ver. Nunca sei se peço desculpa por estas coisas ou entendo que têm de ser assim.
Fui hoje, agora , apenas porque me lembrei.

Continua a trazer cor aos jornais de papel sujo que esvoaçam no metro mas nunca deixes de escrever os pedaços teus que vão nesse mesmo metro. Percepções nos minutos de cegueira que só a rotina diária dos transportes públicos, deliciosamente, nos dão.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Movimentos dourados de guitarra portuguesa

…a banda sonora do nosso país.

Quando se ouve um homem que fala tanto com a guitarra, imaginamo-lo um ser tímido que comunica sobre tudo com as mãos. Mas Carlos Paredes não é assim.
Movimentos Perpétuos, o filme documental realizado por Edgar Pêra sobre o guitarrista português, é a prova disso. A narração é feita por Paredes, através das longas conversas que tinha com os espectadores, nos seus concertos. O concerto no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984, é o ponto de partida para o desenrolar de histórias de prisão, resistência, sucessos e amadorismo, relatos marcados pela simplicidade e pela paixão. Falam-nos ainda amigos e conhecidos que fizeram parte, de uma forma ou de outra, da sua vida, que o descrevem como um homem simples, muito simples, de uma humildade exagerada, do seu “ ar de quem quase pede desculpa por existir”, de “ quem lamentava o passado nas suas músicas mas sempre com esperança no futuro.” A grande diferença entre as notas de Paredes e as de muitos fadistas ou artistas que retratam as pedras da nossa calçada, a esperança.
O trabalho e a precisão de Edgar Pêra são bons. A articulação entre a música que sai dos dedos desvairados de Paredes e a imagem é milimetricamente sincronizada. E o recorrer à impureza das imagens em Super 8 pertinente. Contudo, justificava-se um pouco menos do experimentalismo, às vezes quase perturbador, tendo em conta que o tributado é Paredes.
Sem dúvida, uma boa aposta do PANORAMA. Um documentário obrigatório (como outros tantos) para qualquer português, e que o facto de estar inserido em cartazes como este acaba por fazer desta uma óptima oportunidade para o vermos.