quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O homem que (também) faz t-shirts
















Nuno Markl a mostrar mais uma vez o quão é genial.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

0:59 e a ver os Grammys

Já tinhas apontado o dedo ao papel, ao papel aqui ao lado. Ou porque uma outra janela ficava laranja, ou porque a janela estava aberta, ou porque não sei porquê, acabei por não ir ver. Nunca sei se peço desculpa por estas coisas ou entendo que têm de ser assim.
Fui hoje, agora , apenas porque me lembrei.

Continua a trazer cor aos jornais de papel sujo que esvoaçam no metro mas nunca deixes de escrever os pedaços teus que vão nesse mesmo metro. Percepções nos minutos de cegueira que só a rotina diária dos transportes públicos, deliciosamente, nos dão.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Movimentos dourados de guitarra portuguesa

…a banda sonora do nosso país.

Quando se ouve um homem que fala tanto com a guitarra, imaginamo-lo um ser tímido que comunica sobre tudo com as mãos. Mas Carlos Paredes não é assim.
Movimentos Perpétuos, o filme documental realizado por Edgar Pêra sobre o guitarrista português, é a prova disso. A narração é feita por Paredes, através das longas conversas que tinha com os espectadores, nos seus concertos. O concerto no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984, é o ponto de partida para o desenrolar de histórias de prisão, resistência, sucessos e amadorismo, relatos marcados pela simplicidade e pela paixão. Falam-nos ainda amigos e conhecidos que fizeram parte, de uma forma ou de outra, da sua vida, que o descrevem como um homem simples, muito simples, de uma humildade exagerada, do seu “ ar de quem quase pede desculpa por existir”, de “ quem lamentava o passado nas suas músicas mas sempre com esperança no futuro.” A grande diferença entre as notas de Paredes e as de muitos fadistas ou artistas que retratam as pedras da nossa calçada, a esperança.
O trabalho e a precisão de Edgar Pêra são bons. A articulação entre a música que sai dos dedos desvairados de Paredes e a imagem é milimetricamente sincronizada. E o recorrer à impureza das imagens em Super 8 pertinente. Contudo, justificava-se um pouco menos do experimentalismo, às vezes quase perturbador, tendo em conta que o tributado é Paredes.
Sem dúvida, uma boa aposta do PANORAMA. Um documentário obrigatório (como outros tantos) para qualquer português, e que o facto de estar inserido em cartazes como este acaba por fazer desta uma óptima oportunidade para o vermos.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Haverá Cinema

Ficamos alerta se ouvimos dizer que Paul Thomas Anderson escreveu e vai realizar um novo filme. Por Magnólia, Boggie Nights e Coffee & Cigarettes. Pelos fantásticos videoclips de Fiona Apple ( fast as you can, limp, paper bag, across the universe). Por exemplo.
Hoje fui ver Haverá Sangue, a última longa-metragem do realizador californiano. Mais que longa, grande. Mais que isso, muito. Um daqueles filmes que, acabados de ver, nos dá a sensação de termos visto cinema, daquele que é feito segundo as teorias e os mandamentos desta arte. Goste-se ou não da história com que conta História, dos julgamentos que tira sobre a evolução dos tempos e das lições sobre o comportamento humano (e supra humano). Eu gostei muito, mas reconheço que a análise do filme deve ser feita além disso.
Como para mim prestações de actores como Daniel Day-Lewis, felizmente, não são surpresa, não vou explicar o que fez e como fez. Vou guardar estas linhas para Paul Dano, o menino em quem reparei pela primeira vez naquele que foi, para mim, o melhor filme de 2006, A Little Miss Sunshine. O agora bem crescido actor. Uma representação intocável.
Gosto de ir ao cinema nos domingos de chuva. Gosto muito de ver a sala maior do cinema cheia para ver um filme como Haverá Sangue. Gosto de uma sala silenciosa que ri no timing perfeito. Os primeiros grandes elogios que uma grande obra (como esta) pode receber.Filmes como este fazem-nos sentir que se faz e vai continuar a fazer (bom) cinema. O tipo de descendência que parece garantir a continuação da linhagem.
Ele tão bem disse isto. E vocês?

P.S.- Uma chamada de atenção para a fulcral banda sonora.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Jornalismo de proximidade... por excelência(s).

Depois de tantas semanas a passar os olhos por notas na Visão sobre a "Estação do Calor" -viagem de três repórteres que, em nome da ecologia, percorrem terras sul-americanas- resolvi passar pelo blogue.
Que privilégio fazer jornalismo, assim. Um documentário dos novos tempos. Espectacular.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Eles já andam aí


O primeiro episódio da quarta série de LOST estreou no ultimo dia de Janeiro, no canal norte-americano ABC. Dos dezasseis episódios previstos, apenas foram filmados oito devido à já terminada greve dos guionistas. Após a exibição televisiva, o primeiro episódio foi, inevitavelmente, posto na rede e pôde ser descarregado pelos milhares de fãs que o esperavam por todo mundo.
The LOST are found. Enjoy! :)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

1:18 a.m.





















"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!


José Régio - Cântico Negro.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

17:24

O Cubo.net

Californication - Can you always get what you want?

Californication - 2007

Acabei de ver o último episódio da série Californication.
Devo dizer que vi os doze episódios em muito pouco tempo. Como se de um livro se tratasse. As primeiras páginas foram-se entranhando e as seguintes desapareceram, em contagem decrescente, noite dentro.
Californication não tem nada de novo. É uma série sobre um escritor em crise, que vai de Nova Iorque para Los Angeles à procura das palavras que não encontra há sete anos, sem perceber que pelo caminho perdeu o amor da mulher.
Californication tem algo de velho. Um actor que um dia já nos fez companhia no grande ecrã: David Duchovny. Este, encarna Hank Moody, um personagem delicioso que marca o regresso do “american coolfatherfucker”. Uma mistura de “badmothafucker”, que vive rodeado de mulheres que facilmente descarta. De pai ‘cool’ e estremoso que nos delicia com a sua relação de amizade com a filha de doze anos, uma menina-promessa Rock Star. De companheiro arrependido, por ter deixado desvanecer uma relação de anos, que luta com uma retórica sublime contra o seu novo ‘rival’, que vive com a certeza que um dia vai voltar a ter o seu amor e a sua família reunida.
Um bom exercício de guionismo no que cabe à construção de um personagem tipo. Uma grande representação de David Duchovny. Só por nos ter dado a conhecer esta nova personagem (que me trouxe barrigadas de riso e que acabou com a seriedade extrema que punha em Fox Mulder), Californication já valeu muito a pena. E tendo em conta que o resto também não está nada mau. Eu, recomendo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Marie Antoinette & "the problem of a leisure"

Não posso esconder que tenho dedicado os últimos tempos a ver cinema perdido nos anos. Tenho tido surpresas tão agradáveis, momentos de película que me fazem perceber porque esta arte não desvanece. Há muito boa gente a trabalhar nela. Com paixão, com detalhe, com reinvenção, como tem de ser. Fica aqui uma parte da lista.

Marie Antoinette - Sofia Coppola - 2006

Marie-Antoinette: This is ridiculous.”
Comtesse de Noailles:
“This, Madame, is Versailles.”

Queria perceber porque Marie Antoinette foi um filme tão crucificado. Ao lançar a sua terceira longa-metragem, a jovem realizadora Sofia Coppola, até aí levada ao colo pela crítica, saiu de Cannes sem nenhum galardão.
França preparava-se para o 'tudo de bom’ que, supostamente, um filme que pretende retratar a vida de uma das suas rainhas pode trazer. Abriu o religiosamente protegido Palácio de Versailles à realizadora e à sua equipa e ficaram à espera de mais um enaltecer da nação.
Marie Antoinette é uma análise crua aos tempos da corte. Às regras e à crueldade que levaram uma menina austríaca de 14 anos a sair debaixo das saias do seu país-mãe, para selar um acordo entre nações. É o peso que Marie Antoinette não carregava no ventre. As regras que lhe apertavam o diafragma e se transformavam nos vestidos de Haute-Couture que pela primeira vez uma rainha vestiu. Os escapes de quem quis viver uma adolescência que começou, desde logo, a mostrar uma vida que se pretendia controlada por tudo e todos.
É também Sofia Coppola e as suas brilhantes fusões. O tempo das cortes com banda sonora rock’n’roll. Os planos das caudas dos vestidos, que arrastam na erva enquanto o sol nasce. O Silêncio e o esterismo dos protocolos. É as rendas, os leques, os sapatos e os bolos. Uma fusão rosa choque para muitos, principalmente para os franceses. Coisas que um sexto sentido, também, ajuda a perceber.
Se a narrativa é pobre? As cortes eram pobres. De espírito, de calor, de humano. “This, Madame, is Versailles.”

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E não é que as correntes correm!

A propósito do desafio lançado pela Art’e Manhas no passado dia 18 de Novembro, “A quinta frase completa na página 161 de uma livro”, decidi entrançar as frases doas volumes à mão das pessoas que entraram na corrente antes de mim, e sugeri que os seguintes o continuassem a fazer. Foi ao ler o Crocodilo que percebi que a minha ideia foi descendo o rio. O resultado é este: “O riso é tribal. O Selvagem sobressaltou-se. Mas não sonhara. Quando fazia frio, as superfícies caneladas enchiam-se de água quente através de um mecanismo útil e engenhoso; mas durante quanto tempo a sociedade ocidental iria conseguir aguentar sem uma religião qualquer? E depois, é verdade, com certeza que aconteceu devido ao vinho. As linhas paralelas bem espaçadas e formas em L produzem o efeito mais tranquilo e estável.”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

sábado, 26 de janeiro de 2008

E se uma voz começasse a narrar a tua vida?

Stranger than fiction - 2006 -by Marc Foster

É normal que em tantos anos de cinema as estórias já tenham sido todas contadas. O cinema, cada vez mais, deixa de dar toda a importância ao fim dos filmes. O ponto mais alto do gráfico, o clímax, passa a ser assinalado no meio da linha. Um filme não passa só pelo “quê” mas por “como” contar - relembramos. Uma boa prova disso é a cada vez mais comum recorrência a títulos que revelam os filmes. Estou a falar, também, do brilhante retorno ao Western pelas câmaras de Andrew Dominik, pela pele de Brad Pitt e pelo rosto de Casey Affleck.

Contado ninguém acredita” (Stranger than fiction) é mais um filme sobre o quotidiano rotineiro a que muitos se rendem, sobre o despertar para o ‘viver a vida’, sobre a realização de sonhos. Um todo que só tem sentido se existir amor. Realidade para a qual o personagem desperta, quase sempre, sob ameaça de doença ou morte.

“Contado ninguém acredita” é um filme sobre Harold Crick (Will Ferrell) e o seu relógio. Sobre uma escritora brilhante (Emma Thompson, vénia) em crise. Sobre uma estudante de direito que desistiu do curso para mudar o mundo a fazer bolachas que aquecem o coração das pessoas (Maggie Gyllenhaal). Estes contam com a ajuda de um professor universitário de Literatura que nos tempos livres é nadador-salvador (Dustin Hoffman) e de uma ‘ajudante de escritores em crise de inspiração’ (Queen Latifah). Do rol de actores não nos podemos queixar, é verdade. Cinco estrelas para o grafismo e, claro, para a boa forma como este bolo é amassado. Quanto à história… se vos contasse, não acreditavam.

Que o cinema se faça de filmes como este.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pelos caminhos de Portugal

Nas últimas semanas recebi a visita do Kai, o meu amigo Japonês. Devido à minha disponibilidade temporal nesses dias, foi possível viajar com ele pelo país e mostrar-lhe alguns dos belos recantos que temos.

Nunca pensei que Portugal fosse um país com o nome ainda tão presente na ilha nipónica. Desde pequeninos que os japoneses aprendem o nosso país nas aulas de historia devido à época em que o Japão esteve fechado ao mundo apenas mantendo relações com Portugal.

Foram dias maravilhosos em que passamos por Vila Verde (como não podia deixar de ser ;) ), Braga, Guimarães, Porto, Coimbra, Lisboa e Sintra. É sempre bom perceber as percepções de alguém que vê Portugal pela primeira vez, principalmente de alguém tão atento e sensível como o Kai.

É sempre bom fazer o paralelo entre a vila onde nasci e os seus dois mil habitantes e Tóquio. Perceber que na capital japonesa há um famoso cruzamento de passadeiras onde cada vez que o sinal fica verde passam cinco mil pessoas. Que andar de carro só é possível com GPS e outras coisas, tão naturais para eles, e que para mim mais pareciam saídas do dicionário dos absurdos. Dos bons, pois tenho uma grande fascínio pela cultura nipónica.

Ficam aqui alguns registos ‘fotográmicos’ desses belos dias pelos caminhos de Portugal.

8 a.m.


Tocam à campainha e a Bruna abre a porta.
Oiço ruídos estranhos e vou ver o que se passa. Quando chego a porta está a fechar-se.
-Bruna, quem era?
- Era o limpa-chaminés...

domingo, 9 de dezembro de 2007

[Na] Integra

"Na mercearia do bairro, forrada a prateleiras e com os preços numa caligrafia do antigo exame da quarta classe, o diálogo repete-se. O Sr. Manuel quer colocar a fruta num saco transparente e este dentro de um outro saco, de alças e opaco. Declino. O Sr. Manuel insiste. O Sr. Andrade, na sua exígua papelaria numa subcave, tem sempre saco para o jornal. Tal como o Sr. Manuel, trata-me pelo nome, conhece os hábitos, sabe ao que venho. Mas nem um nem outro fixam: Não ao saco!

Nas bombas de gasolina ? que mais parecem bazares ?, um pão com queijo embalado já rende um saquito. Compra-se um livro, ganha-se um saco. Um alfinete, outro saco. É a saga do saco. Experimente ir comprar umas meias. Diga que não quer saco, que as guarda no bolso ou na carteira. Será olhado de lado. Mas se recusar o saco porque já traz um de casa? Escândalo! Será olhado não de lado, mas de alto a baixo, visto como um sovina atoleimado pré-capitalista. Uma aberração.

O saco de plástico é um problema global, mas Pina Baush, nos anos 90, dizia que o acessório dos portugueses, a sua característica, era o saquinho. Antes do Natal em Outubro, do sistema de pontos e do dinheiro de plástico, este ícone do consumismo era raro. Lavava-se, dobrava-se e guardava-se numa gaveta da cozinha. Era estimado, tal como a embalagem de manteiga já vazia, reutilizada para guardar restos no frigorífico.

Agora não há restos. Só excesso. No hipermercado, os sacos estão aos montes, novos em folha e à borla. Depois, acumulam-se em casa, amarfanhados uns dentro dos outros. Quando já são demais, borda fora. Se for preciso ainda se compram sacos do lixo, sacos com fecho para congelação, sacos para cubos de gelo, etc. Duas mil toneladas de sacos de plástico consumidas anualmente em Portugal.

O saco de plástico é ubíquo. Serve para transportar compras, pôr o lixo, a roupa suja. Nos campos dá para fazer espantalhos e na neve até serve para esquiar. Mas também está nos rios e oceanos, pendurado nas árvores, pelos passeios, a entupir esgotos, a causar cheias, a rechear as barrigas de animais.

Práticos, leves e impermeáveis, são o símbolo da cultura de conveniência. Uma ilusão. Aparentemente baratos ? ou gratuitos para o consumidor ? custam milhões de barris de petróleo e apenas uma pequena fracção é reciclada. Aparentemente higiénicos, sujam a paisagem e as águas. Há mais plástico do que plâncton. Proporção de 6-1. Cada vez que uma ave ou um animal marinho procura alimento, é provável que ingira comida de plástico. Literalmente. Os sacos têm uma vida breve e uma morte longa. Em média são utilizados durante 12 minutos. Demoram centenas de anos a decomporem-se.

Sabe quantos sacos de plástico já usou ao longo de toda a sua vida? Milhares. Todos eles continuarão por cá muito depois de nós termos desaparecido.

Os sacos foram banidos, total ou parcialmente, na Austrália, África do Sul, China, Bangladesh, em vários países europeus e em algumas cidades dos EUA. Em Portugal, onde a poluição é uma preocupação para apenas 10 % da população ? enquanto que na Suécia é 58% ? a solução não será fácil, como demonstra o recuo do governo, que desistiu de cobrar uma taxa por saco, sucumbindo à pressão da indústria e das grandes superfícies.

Talvez uma taxa não fosse a melhor via. Existem outras, como as campanhas ou disponibilizar sacos reutilizáveis. Embora, diga-se em abono da verdade, na Irlanda, o saco-pago fez cair o consumo em 90 %. No supermercado aqui do bairro, onde os sacos «custam dinheiro», muitos clientes trazem os seus sacos de compras (expressão que caiu em desuso, tal como ir à praça de cesto). O preço do saco é baixo. Mas é suficiente.

Com ou sem as medidas do governo ou dos comerciantes, faça você mesmo. Não saia para a rua sem saco. E se alguém insistir, saque do seu saco. Se alguém escarnecer, responda com um sorriso. Pode ser de plástico."

Uma crónica consciente que retrata pontos que me incomodam, também,no dia-a-dia. Trazida ao papel por uma menina que gosto muito. No jornal onde mais uma vez o meu caro amigo fez capa. :)