sábado, 22 de setembro de 2007

Ilhas Eolie - Salina - Santa Marina



























Messina














A caixinha de surpresas não parou de se abrir e foi em Messina que descobri que Roberto Benigni estava a fazer um espectáculo por todo o país e que ia estar na cidade num dos dias em que me encontrava aí.
Inspira, expira. Compra o bilhete. Beija o bilhete. Entra no estádio. Um estádio cheio para ver o Roberto? Claro. Desculpem a proximidade mas foi ele que pediu e deixou. Ambiente de festa popular. Eis que entra o energético poema humano do cinema italiano. Palmas. Um silêncio que transpira respeito. Arrepio. Stand up comedy que salta entre temas variados como Berlusconi, Berlusconi e Belusconi. Ah!E políticos italianos que não conhecia. Uma assombrosa dissertação sobre o amor inspirada em Dante. Inspira, mais e mais: Benigni está a recitar Dante!!! Fim. 5 "voltas" de aplausos. Seja a quem for: obrigada.

Taormina













































































A viagem até à "pedra na ponta da biqueira da bota" foi interminável. Deixei o norte eram umas 7 da manhã chuvosas em Bolonha (a cidade onde nunca chove). Abracei os amigos e parti para uma quantidade ingrata de horas que iam ser passadas sozinha e num comboio.

Mais uma vez a rede de transportes Italianos cumpriu o seu maior dever(?) e o comboio que me fez chegar até Roma para apanhar a ligação até Villa S.Giovanni chegou 10 minutos atrasado, perdi a ligação e fiquei completamente perdida no gigante termini da capital Italiana. O caótico termini de Roma.
12 horas depois cheguei. E foi no barco, já em braços amigos, que comecei a descansar da longa jornada em que vi um pouco do sul de Itália por uma janela.
Na ponta da biqueira da bota encontra-se uma pedra mas uma pedra preciosa que muito mais que os pequenos lugares únicos e preciosos que se pode conhecer a cada dia encontramos gente de um calor humano que sabe quase a compensação divina.
Percebi (por)que chegar a um sítio assim tem que implicar GRANDES viagens. Remeti um pouco para a lógica dos descobrimentos e não deixei de fazer interiormente constantes referências à Odisseia. Quiçá um abuso que não tenho medo de confessar.Aqui começaram 10 dias na ilha dos amores.



Bolonha



Cheguei a estas praças e gritei:
- genteee!
Tinha acabado de encontrar uma Bolonha deserta, sem os estudantes que segundo o que me explicaram enchem as ruas de corpos, vozes e cheiros.
É Agosto e a cidade de tons laranja está deserta ... dos estranhos que normalmente criam um ambiente quente e familiar.
Caminhei entre reencontrados caros amigos que caminhavam comigo e diziam: "- neste café come-se bem"; "esta praça está sempre cheia de gente"; "eu venho sempre aqui com os meus amigos e é difícil arranjar lugar".
Via os lugares e imaginava a gente e quase que ouvia o eco do barulho. Mas Bolonha continuava deliciosamente deserta.

sábado, 18 de agosto de 2007

United colors of Burano






Depois de dois dias na incomensurável Veneza não pudemos deixar de aproveitar as últimas horas do terceiro para conhecer uma das pequenas ilhas que ladeiam a cidade de caminhos de água.
Depois de colares, jarras e até cachos de uvas em Murano o mais lógico era rumar até à ilha onde se fazia o bendito vidro.
Entramos no posto de turismo, pedimos um mapa e enquanto procurávamos Murano e os barcos até lá, a felizmente intrometida guia veio pedir-nos que escolhêssemos Burano. Como Indiana Jones bebés que ainda somos, aceitamos sem pensar (duas vezes?). Não, sem pensar muito no assunto, mesmo!
O barco seguiu o caminho de mar que tinha passagem pela cinematográfica ilha do cemitério. E levou-nos até aqui. Saltamos do barco e abriu-se um livro para crianças. As ilustrações eram casas. Estas. A história podia ser qualquer uma das que fazem adormecer os pequeninos.
Burano foi uma pepita de ouro na caixinha de surpresas em que se tornou esta viagem.

Veneza para sempre






terça-feira, 14 de agosto de 2007

Verona

Francesca, a menina do mapa.
Casa da Julieta.
Vista sobre o rio.
Poço do amor
Milhares de mensagens de amor. Entrada da casa da Julieta.

Verona, cidade onde nascem cores entre varandas de amores proibidos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Treviso





Arquà Petrarca

"Onde viveu e o morreu o poeta (séc. XIV) que escreveu o amor a Laura, os seus estados de animo.As suas emoçoes mais profundas."

domingo, 12 de agosto de 2007

Pádova




P.S. - Por problemas técnicos e de inexistencia ha falta de certos acentos e pontuaçao. Peço desculpa =P

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

3:47 a.m.

Chegou o dia.
Daqui a umas horas parto rumo ao país onde estão vários pedacinhos do meu coração. Chegou o dia que deixo o sol dos dias de ontem para trás, para mim e para todos que os partilharam comigo. Faço a mala pois sem dar conta chegou o dia. Seguem-se dias e meses.
O meu traço vai começar em Veneza, Verona, Pádua (dia 10 a 17 de Agosto); rodopiará por Bolonha e Florença (18 e 19) onde chegará um comboio que me leva até Villa San Genaro, um barco que me leva até Sicília (20 a 29 de Agosto). Nado até Puglia, Salento onde o carro das meninas me leva até Nápoles. Salto até Roma e Capri (31 de Julho a 9 de Setembro). Dia 9 ainda durmo na minha Barcelona e volto. Certamente mais rica e quente do sol e dos abraços quentes de quem separa pedaços de coração no mundo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Contra-indicações de um shampoo de camomila

Fico magoada com a vida, que tanto levo ao colo, quando vejo linhas trocadas. Quando me chegam às mãos palavras magoadas de gente de algodão e camomila. Gente de coisas meigas assim, não merece.

Olho as voltas trocadas das coisas e choro. Não por mim mas pela vida trocada de quem merece tudo e não teve nada que merecesse.
Há uma tendência cruel para se pisar a bondade sem limites. Há um mundo que não entendo de sentimentos maus. Há um mundo nisso? Ou há um pedaço de mundo nisso?

Pego nas tuas folhas agora quadriculadas, junto-as como legos, mostro-te pedaços nas minhas mão. Mostro-te como podem formar figuras engraçadas. É possível construir um puzzle de flores com o que resta de outros jogos. Flores de sementes e frutos de árvores que um dia serão florestas.

Estás a ver as ondas do mar que estalam? Os pontos de luz perfumados da manta escura da noite? Enterra a mão na areia e procura a mensagem que te dá a certeza que nenhum deles deixou de estar aí. Nunca.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

We can be Heroes

for just one day. - fim do volume um

sexta-feira, 27 de julho de 2007

360º perfeitos

Nunca pensei que a vida conseguísse rodar 360º perfeitos. Ciclos?
Pensar que o que cada dia se sonha não pode acontecer.
Acontecer o que se sonha cada dia. Não pensar.
Sonhar que aconteceu o que se pensa a cada dia.
Planear. Tentar chegar à situação perfeita. Fazer acontecer?
Quase sem darmos por isso tudo acaba por suceder em segundos. Acontecer magia é sempre assim.
Passaram-se anos.
Passaram-se passados.
Sabes...a sensação é que não se passou quase nada.
Estas aqui e o peso do tempo não existe. Quem disse que passou tempo? Parece mais que não te via desde ontem de tanto sempre estares aqui.
Aconteceu. Aconteceu? Aconteceu.
Acabar com o erro. Fazê-lo desaparecer. Dedicar-me ao fim dos meus males.
Chegar a ti.
Seja para o que for.
Apenas nunca mais perder, assim.
Venha o que tiver de vir.
Pego na vida com as mãos. Beijo-a com as linhas dos lábios e agradeço-lhe por esta volta de 360 perfeitos.

O teu cheiro continua o mesmo sorriso.

sábado, 21 de julho de 2007

Palavras com letras em peças




Porque com os amigos há sempre bons motivos para que de um jogo se faça uma noite.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

2:59 a.m.

"Dear Leonard...

to look life in the face,

always... to look life in the face...

and to know it... for what it is...

at last to know it...

to love it... for what it is...

and then...

to put it away.

Leonard...

always the years between us

always the years...

always the love...

always the hours..."

in The Hours screenplay


Mais uma noite em que não resisti a ler o filme, a ver o livro.

Quem quer quentes e boas?


Acabadinho de roubar da acabadinha de entrar em cena: RUM TV. Mais uma concha que se abre na Rádio-afecto e que esperamos que traga muitas pérolas (como esta) até nós.
Carreguem play, façam nham! nham! e no fim um belo ahhhhhh. Sim, são pedaços das novas músicas gravadas em estúdio dos Radiohead. Sabe a pouco mas sabe. ;) Depois, durmam bem e sonhos...paranoicos androicos. :P

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Sophia de mel

Não vou esquecer. Não te vou esquecer. Não vou nunca esquecer. Serás sempre. Mulher. Serás imagem, referência, um busto de ser feminino esculpido em matérias de saber. Serás as histórias que me farão sempre sentir a magia de ser pequenina. Serás poemas de menina grande, de feridas que saram, enquanto te oiço sentada na praia a pensar aquelas coisas que surgem de pés enterrados na areia e de olhos no horizonte de mim. Esperarei sempre a menina do mar que vem e me dá a mão apertada.
Recordo a doce homenagem que, há três anos, os teus amigos te fizeram no melhor maço de criativo(s) português.Ficam aqui pedaços de objectiva. Ficarão (em nós) pedaços de ti(nta) tua.

15:58 a.m.

"A Alegria é a coisa mais séria da vida."
Almada Negreiros